segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Este era um tópico que gostaria de ver profissinais da educação discutir


(...)

Os professores e os alunos são, em conjunto, prisioneiros dos problemas e constrangimentos que decorrem do défice de sentido das situações escolares. A construção de uma outra relação com o saber, por parte dos alunos, e de uma outra forma de viver a profissão, por parte dos professores, têm de ser feitas a par.

A escola erigiu historicamente, como requisito prévio da aprendizagem, a transformação das crianças e dos jovens em alunos. Construir a escola do futuro supõe, pois, a adopção do procedimento inverso: transformar os alunos em pessoas. Só nestas condiçõesa escola poderá assumir-se, para todos, como um lugar de hospitalidade.

Rui Canário

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Novas Ideias (sem acento) e as velhas Idéias (Com acento) A nova educação! « Gil Giardelli 4.0


Na contramão do Presidente lula, e sua inteligente declaração de que jornais, revistas, sites e blogs dão azia! Ou seja, “não me venha com fatos novos, já tenho as minhas idéias formadas.”

A tese da professora Cláudia Rodrigues, da Unicamp, constatou que “Blogar é aprender” e a leitura de blogs, é ótima para a educação. Abaixo, os principais pontos do excelente trabalho da professora.

Despertou nos adolescentes o desejo de escrever mais - As discussões passaram a ser estendidas para além da sala de aula.

Duas vias - Trata-se de uma ferramenta motivadora para a escrita, que pode ser usada pelo professor, e que se transforma em espaço de debate para o aluno

Negar o novo - A escola ainda possui resistência em levar para sala de aula gêneros digitais que possam auxiliar o ensino.

Falta de visão - “Muitos (Professores) ainda vêem a internet apenas como um instrumento de entretenimento e não se dão conta de sua utilidade nos estudos e pesquisas.

A escola tradicional não entende o dialeto que os jovens utilizam para expressar suas opiniões nos blogs! Gerando negação ao meio!

A interdisciplinaridade - Os alunos passaram a buscar orientações dos outros professores para embasar as suas opiniões promovendo, desta forma, educação coletiva!

Economia colaborativa - As discussões envolveram também família e amigos dos alunos. Pelo fato do blog ser público, não há limitações de acesso. Em decorrência disto, o aluno se preocupa mais com suas produções porque seu texto não é mais direcionado apenas à avaliação do professor – neste ambiente, passa a ser coletivos!

A entrevista da Professora Cláudia Rodrigues para o Jornal da Unicamp! integra aqui




“Os blogs já se transformaram em ferramenta de otimização do aproveitamento no aprendizado escolar. Na experiência da professora Cláudia Rodrigues, que dá aulas de Redação do ensino médio, a iniciativa mostrou-se mais do que positiva. “As discussões tiveram maior alcance do ponto de vista temático e passaram a ser estendidas para além da sala de aula. Despertou nos adolescentes o desejo de escrever mais”, atesta Cláudia, que apresentou dissertação de mestrado no Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) com os resultados da estratégia aplicada em quatro turmas de uma escola em Minas Gerais, em 2007.

Os blogs – espaço de interação na internet que são atualizados periodicamente e obedecem a uma ordem cronológica – consistem em um fenômeno recente, mas que conquistou as mais diferentes categorias de internautas pela própria dinâmica da página. No blog, explica Cláudia, os alunos são colocados em contato com diversas fontes e opiniões e, neste aspecto, pode-se exercitar o poder de argumentação. “Trata-se de uma ferramenta motivadora para a escrita, que pode ser usada pelo professor, e que se transforma em espaço de debate para o aluno”, esclarece.

Segundo a professora, a escola ainda possui resistência em levar para sala de aula gêneros digitais que possam auxiliar o ensino. Na opinião da autora da pesquisa, muitos ainda vêem a internet apenas como um instrumento de entretenimento e não se dão conta de sua utilidade nos estudos e pesquisas. Ela alega ainda o domínio que os jovens possuem com as tecnologias da informação e que isso melhor poderia ser aproveitado no ambiente escolar.

Para Cláudia, um dos grandes entraves para a aceitação do blog como estratégia de ensino seria a linguagem própria que a internet produz. É como uma espécie de dialeto que os jovens utilizam para expressar suas opiniões. Mas “não se trata de substituir a forma de ensinar a norma culta. Ela tem seu espaço já reconhecido, assim como a linguagem informal. A minha proposta é utilizar um novo espaço para otimizar os debates ocorridos em sala de aula e despertar o interesse pela escrita”, explica.

O estudo, orientado pela professora Denise Bértoli Braga, envolveu a produção de 20 blogs. Destes, foram selecionados quatro para a análise de dados da dissertação e justificar a importância do estudo. Cláudia conta que a idéia de inserir os blogs nas aulas de produção textual partiu de uma percepção, ao longo dos anos, de que havia uma carência nos debates realizados em sala e, ainda, em decorrência disso uma limitação nas discussões. A experiência, esclarece, demonstrou que a interação aumentou o interesse pela escrita, assim como os alunos passaram a buscar por orientações dos outros professores para embasar as suas opiniões promovendo, desta forma, a interdisciplinaridade.

As discussões envolveram também família e amigos dos alunos. Pelo fato do blog ser público, não há limitações de acesso. Em decorrência disto, o aluno se preocupa mais com suas produções porque seu texto não é mais direcionado apenas à avaliação do professor – neste ambiente, passa a ser coletivo. “Os alunos dominam os fóruns, chats e msn e sabem o que é e como trabalhar com estes meios. Eles invadiram a vida de todo mundo e não há como fugir desta realidade. A escola pode, portanto, utilizar destes canais como mais uma ferramenta”, declara.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009


Descoberta bactéria que afeta o aedes aegypti

"Ouvi pela Rádio Nacional FM de Brasília que cientistas australianos isolaram uma bactéria que reduz o ciclo de vida do aedes aegypti à metade e diminui sua fertilidade. Resta saber se a tal bactéria não afeta mamíferos , especialmente os humanos, e desenvolver um método de sua propagação na população dos mosquitos assassinos. Uma boa notícia para começar o ano."


Fonte: Rádio Nacional FM Brasília

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009



PROGRESSÃO CONTINUADA OU PROMOÇÃO AUTOMÁTICA?



Considerações sobre os alunos que concluem o ensino fundamental e sem estar alfabetizados.

Vamos iniciar esse artigo procurando refletir sobre o que está acontecendo nas escolas públicas atualmente, o aluno tem garantido por lei direito a duzentos dias letivos (200), ele também tem garantido por lei direito a educação gratuita e de qualidade, todos têm conhecimento desses direitos e não é novidade para ninguém, porém já faz algum tempo que a contradição entre discurso e prática fica evidente até para os leigos, ou para as pessoas que não fazem parte do mundo escolar, de fato a sociedade questiona o regime de progressão continuada implantado nas escolas públicas e que nada tem de progressivo, na verdade se mostra como um sistema regressivo, autoritário que descumpre a lei pois não valida aquilo que é assegurado: Qualidade de Ensino. Já faz algum tempo que questiono esse regime autoritário que de inclusivo passou a exclusivo, pois os alunos são promovidos mesmo não aprendendo e quando chegam no Ensino Fundamental I, mal lendo e escrevendo simplesmente ficam assistindo às aulas sem nada compreender, e o professor tem a responsabilidade de ensinar o conteúdo para vários alunos e não tem como alfabetizar alunos que já deveriam estar alfabetizados, isso é inclusão e igualdade de oportunidades?
Se a Progressão Continuada desse aos alunos oportunidades iguais de aprender teríamos tantos alunos com dificuldades na leitura e escrita concluindo o Ensino Fundamental I? Professores questionam essa prática, mas são obrigados a mascarar problemas, reduzir o números de reprovados, pois como já disse tudo é imposto, não existe uma reflexão com relação as conseqüências que isso trás para os alunos, como fica um adolescente que sabe não ter aprendido mas se vê igualmente promovido, mas diferentemente dos demais não sabe ler e escrever. Considero importante os estudos feitos por Emília Ferreiro na área da alfabetização, e a Psicogênese da Língua escrita sem dúvida é o marco divisor para a educação e para a alfabetização, porém não acho justo o que fazem com os alunos que ainda não dominam o código da língua escrita, aprovam para o ano seguinte e dizem assim: “esse alunos está silábico-alfabético e logo se tornará alfabético”... No final do Ensino Fundamental I? Isso é grave e não pode ser tratado simplesmente como um nível de escrita, precisamos pensar que esse aluno passou pelo menos oitocentos (800) dias letivos na escola somando os quatro anos iniciais e não aprendeu a ler, não se trata de dar respostas a uma sondagem escrita, mas sim de investigarmos o que aconteceu durante esse tempo todo que esse aluno passou pela escola e não aprendeu.
Professores, gestores, coordenadores a sociedade em geral precisa refletir sobre as conseqüências desse problema a curto e longo prazo, pois indiferente dos interesses políticos e econômicos que estão por trás desses desmandos em nome de uma falsa inclusão, temos que pensar no aluno, não como discurso mas na prática, pois somos responsáveis pelos nossos atos, e somos cúmplices de algo que não funciona tão bem como deveria. A Progressão Continuada da forma como vem sendo feita desde a sua implantação não cumpre com o intuito explícito em seu próprio nome “Progressão Continuada”, isso porque o aluno é aprovado automaticamente mesmo sem ter aprendido e dessa forma não progride e sim regride. Cabe ressaltar que os alunos com dificuldades de aprendizagem recebem um reforço escolar de qualidade discutível muitas vezes ministrados em salas superlotadas ou por um professor inexperiente, quando deveria ser o contrário, pois alunos com dificuldades de aprendizagem demandam atenção especial e um olhar apurado, de um profissional experiente para intervir individualmente ou em pequenos grupos.
De acordo com Patto (2005), “A democratização do ensino requer muito mais do que “pôr toda criançada na escola”, para que ela obtenha, não importa como, o diploma no prazo previsto”.
De fato não é possível pensar numa escola que garante o diploma mas não garante a aprendizagem, de que adianta ter um diploma mas não ter o domínio da leitura e escrita. Não defendo a volta de reprovação como solução, mas proponho que façamos de fato alguma coisa concreta, que não se restrinja a manifestos escritos como esse e tantos outros, mas sim que possamos transformar o fazer docente, para transformarmos o sistema e a estrutura de maneira consciente. A tarefa não é fácil, demanda muita coragem e acima de tudo vontade de modificar esse sistema injusto e que transformou a educação pública numa enganação, não devemos mais aceitar sem questionar, façamos isso nas escolas, nas reuniões pedagógicas, nos congressos, pois se não começarmos um grande plano de mudança estaremos coniventes e passivos diante do erro.
“A melhor maneira que a gente tem de fazer possível amanhã alguma coisa que não é possível de ser feita hoje, é fazer hoje aquilo que hoje pode ser feito. Mas se eu não fizer hoje o que hoje não pode ser feito e tentar fazer hoje o que hoje não pode ser feito, dificilmente eu faço amanhã o que hoje também não pude fazer”. (Paulo Freire)
Para finalizar gostaria de lembrar o mestre Paulo Freire que idealizou a Progressão Continuada mas não a promoção automática com seu caráter mascarado, pelo contrário Paulo Freire idealizou o bom ensino, a leitura de mundo, a educação como meio para a libertação, o respeito aquele que está sendo alfabetizado e a garantia de que ler é direito de todos. Infelizmente suas idéias foram distorcidas e que vemos é uma educação pública em crise e a Progressão Continuada se transformou em promoção automática.

domingo, 4 de janeiro de 2009

EDUCAÇÃO POR APREÇO: O FUTURO SERÁ PÚBLICO OU PRIVADO?


Não tenho mais a ilusão de saber,
Não tenho mais a ilusão de poder ensinar
[...] Também não tenho bens, muito menos dinheiro,
Nem honra, nem glória no mundo.
Goethe – Fausto Zero

Uma educação com apreço é uma educação sem preço!
O que quer dizer tal afirmação?
Este é um exemplo típico de adjetivação do sentimento mantido em uma relação pessoal ou social em que se quer destacar, tipicamente, uma conotação ou significado anticapitalista. Aliás, este sentimento anti-burguês está contido na própria palavra apreço, pois, o a implica em negação, ou simplesmente no não. Logo, o entendimento da expressão poderia ser transformado em a-preço ou algo que não-tem-preço. Também podemos entender como Fausto: Também não tenho bens, muito menos dinheiro. É o drama bem conhecido dos milhões de professores mal-remunerados do país.
Isto ainda lembra a importância de se refletir sobre as palavras, seus usos e significados, e do método simples de decomposição das mesmas para em suas partes encontrar alguns segredos da etimologia.
Ao contrário da manifestação de vontade de consumir ou ter para condições para tal, inclusive demonstrando certa arrogância ao se dizer: “— coloque preço!”. A educação deveria ser/ter uma relação de apreço, muito mais do que de autoridade ou de expansão de conteúdos ou aplicação de métodos. Porém, o mercado e a mercantilização de praticamente todos os aspectos da vida social levam a tratar os sujeitos no exato sentido contrário, quando se diz, por exemplo, que os alunos são clientes. Uma e captura e de subordinação das subjetividades, aliás, há muito denunciado e já bastante conhecido:
Onde quer que tenha chegado ao poder, a burguesia destruiu todas as relações feudais, patriarcais, idílicas [...] Fez da dignidade pessoal um simples valor de troca e no lugar da inúmeras liberdades já reconhecidas e duramente conquistadas colocou unicamente a liberdade de comércio sem escrúpulos [...] Transformou em seus trabalhadores assalariados o médico, o jurista, o padre, o poeta, o homem de ciência [...] A burguesia rasgou o véu de comovente sentimentalismo que envolvia as relações familiares e as reduziu a meras relações monetárias (Marx, 1993, pp. 68-69).

Da mesma forma Goethe (1997 & 2001), logo na primeira página do seu Fausto já indicava a insatisfação, a depreciação do médico-professor:
FAUSTO Ah, estudei até a exaustão
[...] Tudo com a maior paciência.
Mas eis-me aqui, pobre ignorante
[...] Sou professor, doutor até,
Há dez anos eu fico atrás
Dos meus alunos sem parar.
Estudar, estudar, estudar!
Mas vi que não é possível saber
E isso dilacera o meu coração
[...] Não tenho mais a ilusão de saber,
Não tenho mais a ilusão de poder ensinar
[...] Também não tenho bens, muito menos dinheiro,
Nem honra, nem glória no mundo.
Nem mesmo um cão viveria desse jeito!
(Goethe, 2001, p. 15).

Todavia, não bastasse a relação de clientela (ou clientelismo, que seria ainda pior) temos que, em latim, cliente deriva de cliens e quer dizer basicamente vassalo. Logo, as relações de ensino-aprendizagem se imiscuem com a vassalagem.
No exemplo do ensino privado, restaria saber quem é o vassalo e quem é o Senhor! De todo modo, não pode haver aí uma educação sem preço, desmedida, sem medida monetária, sem conotação lucrativa. Quando, na verdade, a única conotação lucrativa deveria ser aquela natural de se agregar valores culturais, informações, (re)conhecimento.
Como se diz, a atenção, a perícia, a sensibilidade do professor/educador deveriam ser suficientes para perceber o progresso do conhecimento em seu alunado: “A perícia do professor e o progresso do aluno — e os deveres do aluno — começam todas as vezes que ocorre a comunicação de até mesmo um único elemento do conhecimento de um espírito ao outro” (Hutchens, 2007, p. 09 – da epígrafe).
Lévinas ensinava isto na tentativa de combater a instrumentalização do saber e da razão, pois ele próprio fora vítima (com toda sua família) do símbolo maior da racionalização como burocratização da vida cotidiana (Adorno, 1995): os campos de extermínio e de trabalhos forçados no regime nazista.
Nessas circunstâncias extremas ou na mercantilização da educação (da vida, porque não há social ou sociedade sem educação), o eu subsume-se na totalidade burocratizante e por isso o Mesmo ocupa o lugar do Outro. Quando a formalidade (racionalização) ou o valor de troca capturam as subjetividades, a vida como um todo deixa de ser interessante, repetindo-se, torna-se medíocre: “É bem possível que nenhuma individualidade ou especificidade, nenhum enigma ou transcendência pura seja capaz de sobreviver [...] Poderíamos dizer que a vida, então, perderia aquele sabor picante que faz com que valha a pena viver...” (Hutchens, 2007, p. 32).
Contrariamente a este sentido, entretanto, Lévinas procura ver caminhos e saídas que levem ao encontro do Outro(a). O mesmo mundo é capaz desse encontro e daí a idéia de que o Outro inunda a mesmice e dessa ruptura nasce uma ética da responsabilidade. Assim, pode-se dizer que o eu é o-ser-no-Outro. O eu é um ser (responsável) no Outro (eticamente). Em outros termos:
Lévinas denunciou os efeitos que a ânsia de perfeita inteligibilidade produz na interação entre as pessoas. Seus textos nunca cessam de mostrar um fascínio com as maneiras misteriosas pelas quais os seres humanos expressam sua singularidade no intercâmbio social (Hutchens, 2007, p. 33).

Portanto, é como se procura por um escape em que a própria educação não fosse apêndice do mundo do trabalho ou de um Know-How que levasse ao sucesso, à fortuna pessoal. Pode-se dizer que é uma educação de virtudes aquela que não procura e muito menos contentasse com pouco.
A inteligência que advém da educação está em não se contentar, com um saber de tipo ready made ou empacotado, comprado pronto e pronto para ser usado: “De fato, o conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta ready made, que pode ser utilizada sem que sua natureza seja examinada” (Morin, 2000, p. 14).
A razão desse descontentamento com a educação que leva ou traz o pouco ou coisa nenhuma, decorre do simples fato de que o saber não é neutro, todo saber é poder, seja para Bacon, seja em Foucault: “Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à lucidez” (Morin, 2000, p. 14). Paulo Freire (2000) diria que é preciso ensinar (e aprender) o certo.
Este conhecimento desmesurado de mero valor de troca seria o ideal em que docentes e discentes fossem sujeitos complementares de um longo e cauteloso processo. Mas, como ver tal realidade em meio à mercantilização do saber, com salas de 100 alunos e apostilas para vencer?
Infelizmente, ao contrário do saber sem-preço, o Know-How adquirido na relação de ensino-aprendizagem monetarizada, em que os próprios atores são transformados em coisas, é claro que não permitirá o reconhecimento dos outros sujeitos do conhecimento, daí que também não haverá reconhecimento do Outro.
Isto nos leva a pensar no diferencial que o ensino público tem a oferecer, ou seja, o Princípio Republicano. Basicamente, implica em dizer que, se tratamos de instituições baseadas no consenso democrático de que se regem pela acuidade, pela soberania da coisa pública, então, o resultado almejado (pela lógica) seria a formação de um pensamento republicano de semelhante configuração. De certo modo, esta é a posição/opinião de Juliana Neuenschwander, doutora pela universidade pública, leciona e concluiu toda sua formação em instituições públicas:
A lógica do mercado é incompatível com a qualidade do ensino. Não há quem me convença que educação seja mercadoria de fácil consumo. Isto não significa que eu desconheça instituições privadas de excelência. Mas certamente prefiro o ensino público, por um princípio republicano, pois acredito na educação como tarefa do Estado, em seu compromisso na formação das futuras gerações. O mercado não tem esse compromisso: seu objetivo é o lucro. As duas coisas não combinam...(Júnior, s/d, p. 62).

Juliana Neuenschwander, atualmente, é diretora da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De certa forma, também podemos dizer que este trabalho intelectual do professor-pesquisador seja parte do trabalho vivo, criativo, daquele profissional que se dedica à pesquisa, não estando refém das 40 aulas semanais ou da burocracia das coordenações ou escritórios e/ou consultórios, laboratórios particulares. Seguindo a dica de Antonio Negri (1999), este professor-pesquisador não está voltado ao Know-How, mas a um savoir faire-savoir vivre (viver intensamente o prazer do trabalho da criação), diante de uma atividade natural e essencial ao bom desempenho do seu trabalho e, portanto, igualmente específica e destinada à própria atividade laboral do educador: pesquisa/ensino/extensão (Martinez, 2003).

domingo, 21 de dezembro de 2008

E a educação no Brasil vai de popa...


Relato de uma Professora de Matemática, no Brasil:


Semana passada compre um produto que custou R$ 1,58.
dei à balconista R$ 2,00 e peguei na minha bolsa R$0,08 centavos, para evitar receber ainda mais moedas.
A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar-lhe que teria que me dar R$0,50 centavos de troco.
A mesma não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la.
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem compreender
Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de Matemática desde 1960, que foi assim:


1. Ensino de matemática em 1960:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda . Qual é o lucro?



2. Ensino de matemática em 1970:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?


3. Ensino de matemática em 1980:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Qual é o lucro?


4. Ensino de matemática em 1990:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00


5. Ensino de matemática em 2000:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO



6. Ensino de matemática em 2008:
Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um 'X' no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

As melhores frases dos piores estudantes




*O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e pro cálculo dar certo arredondaram a Terra!

*O cérebro humano tem dois lados, um pra vigiar o outro.

*O cérebro tem uma capacidade tão espantosa que hoje em dia, praticamente, todo mundo tem um.

*Quando o olho vê ele num sabe o que tá vendo, ele manda uma foto elétrica pro célebro que explica pra ele.

*Nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes!

*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.

*O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não escuta mais nada.

*O teste do carbono 14 nos permite saber se antigamente alguém morreu.

*Antes mesmo da guerra a mercedes já fabricava volkswagen.

*Pedofilia é o nome que se dá ao estudo dos pêlos.

*O pai de D.Pedro II era D.Pedro I e de D.Pedro I era D Pedro 0

*Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe econômica.

*Em 2020 a previdência não terá mais dinheiro pra pagar os aposentado graças à quantidade de velhos que se recusam a morrer.

*O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior mas é muito sozinho.

*Na segunda guerra mundial toda a europa foi vítima da barbie (barbárie) nasista.

*Cada vez mais as pessoas querem conhecer sua família através da árvore ginecológica.

*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho bem perigoso.

*A Terra se vira nela mesma, e esse difícil movimento denomina-se arrotação.

*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.

*Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.

*Quando os egípcios viam a morte chegando se disfarçavam de múmia.

*Uma linha reta deixa de ser reta quando pega uma curva.

*O aço é um metal muito mais resistente que a madeira.

*A fundação do Titanic serve pra mostrar a agressividade dos ice-bergs.

*Pra fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.

*A água tem uma cor inodora.

*O Marechal Deodoro da Fonzeca é conhecido principalmente pois está no dicionário.

*A idade da pedra começa com a invenção do Bronze.

*Os rios podem escolher em desembocar no mar ou na montanha.

*A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países.

*Os escravos dos romanos eram fabricados na áfrica, mas não eram de boa qualidade.

*O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões. (esse é espirituoso...)

*Na idade média os tratores eram puxados por bois, pois não tinham gasolina.

*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.

*Trompa de Eustáquio é o instrumento musical de sopro, inventado pelo grande músico belga Eustáquio, de Bruxelas.

*As constelações servem para esclarecer a noite.

*Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos."

Professor nervoso, ou aluna chata?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Professor não pode ganhar bem? Tem de lecionar só por amor? | Curiosando


Fiquei indignada quando soube dos cinco governadores que foram contestar no STF o piso salarial de R$ 950,00 para os professores da rede pública.

Eu pergunto: o Brasil será um país decente um dia, sem investir em educação? A resposta é óbvia! Agora, se um país não pode pagar 950 reais aos professores, é melhor fechar as portar. Isso é vergonhoso!


Os professores de hoje em dia, além dos baixos salários, convivem com a violência de alunos que se tornam bandidos cada vez mais jovens. São agredidos, ameaçados, não tem o mínimo de respeito, já que a profissão é tratada em segundo ou terceiro plano pelos governantes.

Só para não deixar a informação incompleta, os cinco digníssimos governadores que recorreram ao STF contra o piso foram: André Puccinelli (PMDB-MS), Cid Gomes (PSB-CE), Luiz Henrique (PMDB-SC), Roberto Requião (PMDB-PR) e Yeda Crusius (PSDB-RS).

Já que querem proibir um mínimo de dignidade aos professores, proponho que se equipare o salário dos professores da rede pública ao dos Deputados Federais, por exemplo. Qual profissional é mais importante em sua opinião?

Já há algum tempo, lecionar é um ato de amor, pois ao escolher uma das mais nobres profissões que existe, a pessoa tem de estar ciente de que nunca receberá um salário digno ao cargo que ocupa.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O único problema do Brasil


É comum ver-se na imprensa pesquisas sobre qual seria o maior problema do Brasil. Os telespectadores do Datena afirmam que é a segurança, os professores que é a educação, os trabalhadores que é o desemprego, os aposentado dizem que é a saúde e a previdência.

Todavia existe um problema que é causa e conseqüência de todos. Alguns diriam que a questão é a educação, pois, com ela pode fazer de tudo, outros falariam que a saúde, afinal um povo saudável é que constrói um grande país.

Não...... esse único problema não é nenhum dos listados acima. Também não está associado a nenhum bordão. O grande problema do Brasil é causado por uma associação de todos os outros, e ao mesmo tempo é a origem deles. Esse problema é a concentração de renda.

Se todos tivessem uma renda razoável poderiam comprar saúde, educação, alimentos, moradia, saúde, etc. Uma boa distribuição de renda reduziria problemas como a criminalidade, infelizmente, uma das poucas formas de ascensão social para algumas camadas mais miseráveis da sociedade.

Qual a solução para esse problema? Bom....... eu disse que falaria qual é problema e não qual a sua solução e, muito menos, disse que a solução é simples. Todavia, pode se adiantar que a solução passa por vontade política.

Uma solução poderia ser por uma verdadeira reforma tributária, com uma maior progressividade das alíquotas do Imposto de Renda. Não faz muito sentido a maior alíquota de imposto incidir sobre salários inferiores a R$ 4.000,00. Uma forma seria reduzir os impostos para camadas de renda menor e elevar para a camada que realmente possuem renda alta, digamos uma alíquota de 50% para rendas superiores a R$ 30.000,00 mensais.

Esse valor deveria ser distribuído a toda sociedade, especialmente às camadas de menor renda. Obviamente, essa distribuição não deveria ser feita por programas demagógicos e eleitoreiros, como o BOLSA ESMOLA. Tal distribuição de renda deveria ser feita pelo cumprimento das obrigações do estado, como as de oferecer ensino básico, cultura, saúde e recreação de qualidade. Ao receber esses serviços básicos com qualidade a sociedade passa automaticamente a ter uma melhora de sua renda efetiva. Isso decorre do fato de sobrar a parte da renda que seria gasta com escola particular ou plano de saúde para ser gasta em outras despesas. As camadas de menor renda teriam pela primeira vez acesso a esses serviços.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A escola


Achei essa preciosidade na Net e quero compartilhá-la!


A Escola era como um pequeno país, com pessoas simpáticas e antipáticas, pacientes e impacientes, generosas e egoístas, bendizentes e maldizentes, que trabalhavam juntas e juntas se construíam e desgastavam.

Disse que a Escola era como um país. E era. Tinha regras que se cumpriam e outras que não se cumpriam. Tinha governantes que eram eleitos democraticamente e governavam. Tinha governantes que, democraticamente, exerciam o seu direito de pôr, opor e dispor, conforme a influência dos seus líderes ou sensibilidades. Possuía as zonas distintas dos grupos, as pequenas capelas da oposição, os círculos presidencialistas e as largas faixas dos neutros. Em resumo: tinha um corpo docente de uma centena de indivíduos, exercendo uma das profissões mais gratificantes e esgotantes do mundo.

Por isso, quem tenha a triste ideia de pensar que levar uma escola para a frente é tarefa fácil, é porque conhece muito pouco da natureza humana e das suas fraquezas!

Fazer com que, dia após dia, uma população de, aproximadamente, mil almas, conviva em paz e sossego, recebendo cada um o que lhe é devido, desde comida a respeito, é uma tarefa que requer, por vezes, virtudes gigantes que não possuímos. Porque numa escola acontece de tudo. Uma escola não é um edifício com muitas salas onde os meninos entram a toque de campainha, recebem ensinamentos e tornam a sair. Para começar, as campainhas, de vez em quando, não tocam e então, gera-se um crescendo de gritos e assobios que, ao rolar pelos corredores, leva às portas da loucura os mais nervosos.

Uma escola faz-se todos os dias com muita Bondade e Firmeza. Fazem-na todos os que nela trabalham. Sem nenhuma excepção. E quando alguém falha (e todos os dias falham sempre alguns), as faltas vêm ao de cima como nódoas de azeite e ficam à vista de quem sabe entender. O pior é que, uma vez toleradas, se pensam aceites e se instalam de vez. Depois, como um vício, só são extirpadas com lutas penosas e o sofrimento daqueles que atacam e de quem se defende. E nem toda a gente, devemos sabê-lo, nasceu campeã de causas perdidas!

Uma escola é também um lugar onde é preciso saber, e depressa, o que se faz quando:

se partem braços

se tomam drogas

se roubam objectos

se cortam veias

se atropelam alunos

se instauram processos

se anavalham rivais

se apalpam garotas.

É o lugar onde os encarregados de educação vêm:

desabafar

perguntar

pedir

exigir

gritar

ofender

ameaçar...e, por vezes, bater! É o sítio onde mães de famílias respeitadas são desrespeitadas até à neurose, à raiva e ao pranto, só porque não possuem as doses exactas de autoridade e ternura que despertam respeito nesta seiva a ferver.

Uma escola é também um lugar cheio de explosões de sons agressivos, onde as dores de cabeça serão enxaquecas, os aborrecimentos se transformam em depressões e as depressões em psicoses.

Ah!, mas é também um lugar maravilhoso, onde os olhos de uma criança, de repente, se acendem e aquecem quem vê. É o lugar onde as lágrimas podem ocultar uma imensa alegria e um sorriso tenso, um drama sombrio.

É o país do Ontem, do Hoje e do Amanhã, onde os professores apelam incessantemente às fontes da paciência, em nome dos meninos que eles foram, e onde semeiam, sem saber se o joio vencerá o trigo ou se a colheita será farta ou não.

É o Reino dos Poetas, dos Homens-Meninos e daqueles que ouvem, no centro da alma, o que diz o silêncio da criança que olha.

É um país, sim, e um país singular, porque aí se exercem, a todas as horas, persistentemente, o Amor e a Paz. E isso é difícil: não nascemos anjos.





(Maria Lucília Bonacho - O Futuro está a estudar)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Professor está sempre errado?


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor. (Jô Soares)


É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.

Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia".

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.

Não falta ao colégio, é um "caxias".
Precisa faltar, é um "turista".

Conversa com os outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.

Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.

Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.

Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.

Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.
Elogia, é debochado.

O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu "mole".

É o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele.

(fonte - Revista do Professor de Matemática, no.36,1998.)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

IMAGENS HISTÓRICAS

IMAGENS HISTÓRICAS E UM POUCO DE HISTÓRIA

Momento exato de quando a 2ªGM terminou. Russos fincando a bandeira no Reichstag



Lampião, Maria Bonita e seu bando.




John Fitzgerald Kennedy nasceu em Brookline, no estado de Massachusetts, no dia 29 de Maio de 1917 e veio a morrer assassinado em Dallas, dia 22 de Novembro de 1963.






Lula metalúrgico.







1968 Policiais prendem 920 estudantes durante congresso clandestino da UNE, em Ibiúna (SP)

Frente Parlamentar Gaúcha em Defesa do Piso do Magistério: Site Jornal Valor Economico - Piso dos professores: ministro está confiante em posição favorável do STF


O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou estar confiante em uma posição favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à lei do piso nacional do magistério. Alguns governadores entraram com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no STF questionando a constitucionalidade da lei.
Haddad argumentou que, no texto que criou o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), em 2006, já havia a previsão para a instituição de um piso nacional para os professores.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO

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Mensagem de Madalena Freire


Estar vivo é estar em conflito permanente,produzindo dúvidas, certezas questionáveis.Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.Para permanecer vivo, educando a paixão,desejos de vida e morte, é preciso educar o medo e a coragem.Medo e coragem em ousar.Medo e coragem em romper com o velho.Medo e coragem em assumir a solidão de ser diferente.Medo e coragem em construir o novo.Medo e coragem em assumir a educação deste drama, cujos personagens são nossos desejos de vida e morte.Educar a paixão (de vida e morte) é lidar com esses dois ingredientes, cotidianamente,através da nossa capacidade, força vital (que todo ser humano possui, uns mais,outros menos, em outros anestesiada) e desejar, sonhar, imaginar, criar.Somos sujeitos porque desejamos, sonhamos, imaginamos e criamos, na busca permanente da alegria, da esperança, do fortalecimento da liberdade, de uma sociedade mais justa,da felicidade a que todos temos direito.Este é o drama de permanecermos vivos... fazendo Educação.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Educação


Alexandre Gomes

Sem educação não há futuro e fora dela não há salvação! Vou citar um exemplo de força de vontade de fazer mudança. Recém saída da ocupação japonesa, a Coréia do Sul era um país destruído com 95% população analfabeta ou alguns analfabetos funcionais. Decidiu investir na educação e na formação de centenas de cientistas. O resultado? Tornou-se nada mais, nada menos que a potência que é hoje. Já por aqui, vivemos de reformas de varejo na educação quando o que deveria ser feito era uma REVOLUÇÃO. Mas isso não dá voto. Nenhum político brasileiro quer uma sociedade pensante, com possibilidade de enxergar as canalhices que acontecem no planalto. Por quê? Porque a educação liberta! O candidato à presidência na última eleição que apresentou a educação com prioridade absoluta teve apenas 2,5% dos votos. Parece que ninguém quer uma educação melhor, ninguém quer deixar de ser dependente desses paraparlamentares, ops! Parlamentares. Quem tem uma educação de qualidade é menos enganado pelos "populistas" e demagogos. A educação tira as pessoas da margem da sociedade e as torna cidadãos! O que nossos governantes não percebem (ou fingem não perceber) é que quanto maior for o investimento na educação, menor ele será em saúde e segurança. Agora, uma educação sem qualidade é apenas um arremedo improdutivo do improviso e da imoralidade que não nos leva a lugar algum.

O poder é o território do demônio


Dar à população o poder absoluto de decidir sobre as principais demandas do País e, principalmente, a chance de tirar do alto de seus postos os políticos que não estejam cumprindo da forma adequada os seus papéis. Tudo isso por intermédio de plebiscitos, simples, diretos e sem qualquer burocracia ou acordos de colarinho branco. O povo no poder de fato. Este seria o modelo ideal de democracia para o jurista Fábio Konder Comparato - medalha Ruy Barbosa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e presidente da Comissão Nacional de Defesa da República e da Democracia da entidade -, que esteve na última quinta-feira em Campinas para participar de um evento no plenário da Câmara Municipal. "O poder é o território do demônio. Ele inebria, enlouquece", afirma o jurista. "É preciso pressionar câmaras e prefeituras todos os meses. Política se faz coletivamente. Sozinho não se faz nada", ressalta.
Para Comparato, um regime que toma decisões essenciais para o destino do País sem ouvir a sua população não pode ser chamado de democracia. E na metralhadora giratória de idéias e filosofias do jurista sobra até mesmo para os militares. Ele aponta que falar em "ditadura militar" é um erro, já que, de acordo com ele, as Forças Armadas, na verdade, serviram muito mais como massa de manobra para um empresariado sedento por lucro. Quando o chamado "milagre" econômico brasileiro se mostrou um pesadelo de grandes proporções, quem realmente dava as cartas tratou de forçar o fim do regime, um dos piores capítulos da história nacional.

"Precisamos formar cidadãos e reformar as instituições. O bem comum tem que estar sempre acima dos interesses privados", reforça Comparato, também crítico ferrenho das privatizações que ocorreram no Brasil nos últimos anos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Di Humor

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CAMPISTAS TAMBÉM PRECISAM DE AJUDA



Li no Blog do PVitor (Palavras de um futuro bom...) e achei importante divulgar.



Se voce quiser apoiar esta campanha, entre em contato e enviaremos diariamente nossas ações. Mesmo que não queira aderir, visite os locais afetados pelas chuvas, como Ururaí e Lagoa de Cima. Leve alimentos, roupas, água potável, o que voce puder. Pouco para quem perdeu tudo, é muito! Ajude. (Rodolfo Lins)
Postado por Jornal Magazine



Postado por Gustavo Rangel no blog Fotos, Fatos e Afins.

Não é só em Santa Catarina que pessoas precisam de ajuda. Em Campos a situação também é difícil e independentemente de partidos políticos, ideologias, críticas etc e tal a hora é de ajudar. Equipes da Promoção Social estão de plantão para receber alimentos não perecíveis, roupas em geral, roupas de cama, cobertores, fraldas, materiais de limpeza e higiene pessoal. As doações podem ser entregues na Coesa, Espaço do Trabalho (antiga Big 13), Fundação Municipal de Esportes (antiga AABB) e na secretaria de Promoção Social, no horário comercial. Maiores informações na secretaria de Desenvolvimento e Promoção Social, na Travessa Santo Elias, s/nº, no Jardim Carioca ou pelos telefones (22) 2733-3738 ou 2723-1099. Vamos ajudar a quem precisa.
Postado por Gustavo Rangel

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Como se nomeia um secretário de Educação



Em Quinta do Sol, o prefeito eleito Antonio Roberto de Assis, do PPS, entregou aos professores a escolha do secretário de Educação. E eles escolheram a professora aposentada Arlete Correia de Almeida, que é vereadora. O prefeito eleito foi presidente de APM por 16 anos.
Em Araruna, o prefeito eleito Mino Bonato, também do PPS, utilizou o mesmo sistema: pediu aos professores a indicação do secretário da área e apresentou quatro nomes. A escolha recaiu sobre Maura Ferreira dos Santos. Em Paranavaí a escolha procedeu de igual maneira!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Educação no Brasil




Os dados abaixo (ENEM 2008) devem ser analisados e comparados relativamente aos dados internacionais. Essa comparação é, obviamente, difícil de ser feita. Mas, o IPEA fez um estudo interessante cujo o resultado geral segue abaixo:

"Já em relação ao índice de desempenho em leitura, o estudo mostra que cerca de 80% da população brasileira consegue ler um texto, mas não o compreende em sua totalidade. Na Argentina, esse indicador é inferior a 80%, assim como no México. Na Rússia esse índice é de aproximadamente 65%, como no Chile. Além disso, o estudo mostra que apenas 5% da população brasileira consegue ler e compreender completamente o conteúdo e as nuances de um texto.

Em relação ao desempenho em questões de matemática, a pesquisa aponta que quase 90% da população brasileira não consegue fazer contas simples sem o auxílio de uma calculadora. Na Rússia e nos Estados Unidos, esse indicador é inferior a 60%, e na Alemanha, de 40%."

Muito bem, se você conseguiu ler e compreender os dois parágrafos acima você está no Top 5% da população brasileira em termos de educação.

FONTE: Zero Hora.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Manifestações antecipam greve nacional


Entre os dias 25 e 28 de Novembro, numa iniciativa da plataforma sindical de docentes, os professores irão manifestar-se contra o modelo de avaliação de desempenho, em capitais de distrito, começando pelo Norte do País e continuando para o Centro, Grande Lisboa e zona Sul.

No dia 3 de Dezembro deverá acontecer uma greve nacional de docentes, que recusam as cedências e alterações ao modelo de avaliação de desempenho docente avançadas pelo Ministério da Educação. Segundo os sindicatos, apenas a suspensão da avaliação poderá fazer desmobilizar os protestos.

Ministério e sindicatos irão encontrar-se no dia 28 de Novembro. Enquanto os sindicatos anunciam que continuarão a exigir a suspensão do modelo de avaliação vigente e que entregarão uma proposta de solução transitória para este ano lectivo, o Ministério da Educação afirma que irá concretizar as alterações ao modelo anteriormente anunciadas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Projeto de cotas enfrentará resistência no Senado








A reserva de vagas em universidades federais para estudantes de famílias que ganham até um salário mínimo e meio por pessoa, aprovada ontem pela Câmara, encontra resistência no Senado. A cota por renda foi incluída no projeto que reserva 50% das vagas em universidades federais para estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. As vagas serão preenchidas com reservas para negros, pardos e indígenas na proporção da população de cada Estado, estipulada pelo censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora do projeto aprovado pelo Senado e alterado na Câmara, discorda da cota por renda aprovada pelos deputados e afirmou que vai defender a manutenção do texto dos senadores em nova votação na Casa. Ela argumentou que a reserva para os estudantes que cursaram escolas públicas já vai atender os alunos de família de baixa renda. "O critério de corte por renda vai restringir o acesso dos estudantes", afirmou. "Aparentemente, é muito justo, mas, por inviabilizar, fica muito injusto.

Ex-ministro da Educação, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que a cota por renda é uma forma de "enganar a população", porque ela não terá aplicação na prática. "As pessoas pobres não terminam o ensino médio. Essa cota só será preenchida quando toda criança puder estudar, quando a Bolsa-Família se transformar em Bolsa-Escola e quando o ensino médio for obrigatório no País, o que não é", afirmou Cristovam.

Fonte: AE

domingo, 23 de novembro de 2008

Cotas em Universidades públicas



Esse assunto está em pauta no momento! Muitos tem opiniões lindas sobre o assunto!
Só que precisamos parar com essa auto piedade e levantar a cabeça para horizontes maiores. Não adianta querer empurrar goela abaixo alunos que não estão preparados para a lei da competitividade. Alunos negros, brancos, pardos, índios, pobres ou ricos. O governo precisa de políticas públicas que olhem e zelem pelo Ensino Fundamental. Ele é a base para todo o resto. Se o aluno fizer um bom Ensino Fundamental ele tem condições de prestar seu vestibular sem precisar de uma lei a seu favor.O que o governo pretende é um remendo, mas remendo em pano podre é perda de tempo.Nossas crianças e adolescentes precisam de uma educação melhor, todos, independente da cor de sua pele ou status social!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

FIM DA PROFISSÃO DE POLÍTICO



Por: F. Antenor Gonsalves



Passa já da hora de repensarmos a república e a democracia.
O que servia aos romanos e aos gregos há milhares de anos, não tem nenhuma razão de ser para as civilizações hodiernas.

As fronteiras demarcadas ou violentadas pelas lanças e espadas do império romano há dois milênios atrás já não se justificam. Na pior das hipóteses, hoje já se fala em “comunidade internacional”.

Democracia – mesmo na etimologia e acepção do termo – não exprime e tão menos justifica sua definição acadêmica. A prática é outra.

Exemplifiquemos: um país com duzentos milhões de habitantes tem um colégio eleitoral de cento e vinte milhões de eleitores inscritos, o equivalente a 60% do total da população, dos quais 17% (vinte milhões e quatrocentos mil) abstêm-se do voto; outros 6% (sete milhões e duzentos mil) votam nulo e 5% (seis milhões) votam em branco, perfazendo apenas 86.400.000 (oitenta e seis milhões e quatrocentos mil) votos válidos divididos por X candidatos.

Se o candidato mais votado obtiver 50% + 1 dos votos válidos, ele será eleito com 43.200.001 votos!!! ou seja: 21,6000005% de toda população do país.
Se subtrairmos os votos comprados – que geralmente são muitos –, os que votaram no “menos ruim”, os que não tiveram outra opção, os que votaram para “pagar favores”, os que justificam: “esse rouba mas pelo menos faz alguma coisa”, os votos de cabresto, os currais eleitorais, os de boa fé que acreditam no “comigo é diferente”, et cetera, et cetera, et cetera... então, o que há de sobrar?!

Democracia pode ser qualquer coisa, menos governo da maioria, e, por conseguinte, nunca foi, é ou será “governo do povo, pelo povo e para o povo”; senão para o que era o povo na Grécia antiga.

Hoje, porém, democracia não passa de uma ignominiosa farsa para legitimar a ditadura do capital.
Porém, há alguns que argumentam: “Mas não inventaram nada melhor” querendo dizer “é assim e não devemos pensar nada diferente”, como se o diferente nunca pudesse ser melhor do que um miserável pai de família aparecer na “grande mídia” declarando o seu “voto secreto” em determinado candidato porque este um dia lhe deu umas migalhas do seu próprio pão que o candidato “bonzinho” lhe roubou.

Votar – delegar poderes – é assumir:
– Eu sou um idiota e incompetente.
Governemos nós mesmos o que é nosso, em assembléias, mutirões... Seja como for, menos com corruptos e ladrões.

A democracia atual é a herança mais perniciosa que temos hoje como legado dos gregos. Literalmente um “presente de grego”.

Se um determinado indivíduo quer ser uma pessoa pública, deve ser antes de tudo um humanista; um abnegado; um altruísta. Nada de representatividade remunerada.
Nos tempos modernos, com toda ciência e tecnologia a serviço do homem, é mister que nos reciclemos e busquemos sempre o novo.

É mais que possível governarmos um país com Assembléias Populares – via teleconferências – onde todo povo participe das discussões e votações, sem delegação de poderes e, portanto, sem representatividade.
Em cada cidade haverá uma Praça do Povo, provida de telões interligados a uma rede de computadores, onde o povo debaterá seus problemas e necessidades; tomará decisões e, em mutirões, executará suas decisões.

Portanto, fim para a “profissão” de político, que adquiriu a conotação e até mesmo a sinonimização de corrupto e ladrão.

Papel reciclado


Por: Júlia Mendes Carrenho

Como se faz papel reciclado?

Apesar de parecer muito complicado, o papel reciclado é uma forma simples de ajudar o meio ambiente. Nesses tempos de aquecimento global, a reciclagem do papel é muito importante para todos nós.

Abaixo vai uma receita que costumo utilizar e sempre dá certo:

Receita de papel reciclado:

Ingredientes:

• Papel;
• Água;
• Moldura com tela fina;
• Panos;
• Colher;
• Bacias;

Modo de fazer:

1. Deixe os papéis de molho durante 1 dia em uma bacia, tomando o cuidado para que todos os papeis fiquem cobertos de água;
2. Depois disso, despeje a "polpa" que você obteve em um liquidificador, bata com cuidado;
3. Despeje a mistura em uma bacia, grande o suficiente para que a tela caiba dentro da mesma;
4. Mergulhe a tela na bacia até que a mesma fique coberta pela mistura.
5. Retire com cuidado da bacia e alise o resultado com a colher;
6. Vire a folha em um pano, tomando muito cuidado para que a mesma não se desfaça.
7. Repita o procedimento quantas vezes desejar e deixe as folhas obtidas secar na sombra ;
8. Pronto!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Educação Musical na EJA



A Educação Musical tem ocupado seu espaço no currículo escolar do Ensino
Fundamental regular, de maneira a contribuir na busca de uma escola que encontre
alternativas a suas limitações. Porém encontramos neste contexto, uma realidade escolar rígida onde é preciso lecionar para determinada turma em determinado horário8, utilizando determinado espaço físico e um tipo pré-determinado (pela prática e não pela teoria) de atuação onde cada professor especialista deve responder única e exclusivamente por sua área de competência, pois segundo estudo realizado por Borges (2003) abordando a Educação Musical dentro do contexto específico da RME, a interdisciplinaridade raramente acontece.

Graça Mota: "A música é subvalorizada nas escolas"


[ ... ] Graça Mota, professora e investigadora da área de Música do departamento de Artes e Motricidade Humana da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, destaca, no entanto, alguns aspectos que em seu entender deveriam merecer uma maior atenção, como os professores do 1.º ciclo serem apoiados por especialistas no ensino da Música. [ ... ]
A docente garante que uma das preocupações fundamentais da ISME é contribuir para que todos tenham acesso a uma educação musical de qualidade. "A Música faz parte da educação global e é tão importante como qualquer outra área", defende.
[ ... ] E: Esse organismo internacional reúne educadores musicais de mais de 70 países. Há preocupações comuns?
GM: Sem dúvida. Uma delas, e uma das mais importantes, é garantir uma educação musical para todos em paridade com as outras áreas, como por exemplo a língua materna, a Matemática ou o ensino das Ciências. Essa é uma grande preocupação e que continua a ser um problema em muitos países, poucos são os que se exceptuam.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

ELEIÇÕES PARA DIRETOR E VICE DIRETOR NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES


Amigos blogueiros, hoje quero lançar aqui no blog uma campanha para que haja eleições para diretores e vice diretores nas escolas do município de Campos e em outros municípios. Chega desse cabide eleitoral. Precisamos de liderança que tenha amor à causa e não ao dinheiro simplesmente. Professores, juntos somos fortes!!!! Abrace essa causa.

Mais exercício

Exercícios para alfabetização

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


"Quem não luta por seus direitos,

vive a espera de favores..."

Sejam todos bem-vindos!

Seja muito bem-vindos todos os amigos, apaixonados ou desesperados por Educação. Espero de coração que aprendamos muito uns com os outros. Deus te abençoe.